Secretária de trabalho com computador e caderno de esboços, ilustrando o planeamento de uma estratégia de branding para arquitetos.

Branding para Arquitetos: os pilares essenciais para ter sucesso

Secretária de trabalho com computador e caderno de esboços, ilustrando o planeamento de uma estratégia de branding para arquitetos.

 

Neste artigo vou partilhar contigo algumas das melhores estratégias para conseguires comunicar o teu trabalho no digital da maneira mais eficaz possível, de modo a atrair os clientes certos e otimizar as tuas vendas no mercado da arquitetura.

Antes de começarmos, deixa-me apresentar:

Chamo-me Debora Madile, sou estudante do último ano de arquitetura e ajudo arquitetos e ateliers a desenvolver o seu branding e posicionamento para traduzirem a qualidade dos seus projetos no mundo digital.

Durante muito tempo acreditei que a excelência do projeto seria suficiente. Que se o desenho fosse bom, o cliente viria. Mas a verdade é que o mercado mudou. Hoje, vejo colegas com trabalhos incríveis a serem ignorados, enquanto outros, talvez com menos técnica e sensibilidade, mas com melhor comunicação, têm melhores resultados.

Este “minicurso” que estás prestes a começar não é só um conjunto de técnicas e estratégias.

É uma oportunidade para rever a tua posição em relação ao digital, para compreender realmente o que é que significa a tua presença no web e nas redes sociais e como podes utilizar estas ferramentas para elevar a tua marca pessoal ou corporativa.

Antes de mais, é fundamental reconhecer que atualmente o digital é uma ferramenta potentíssima de comunicação, capaz de modelar as perceções e de estabelecer posicionamentos corretos e persuasivos na mente do teu público-alvo.

Estás pronto para descobrir como transformar a tua presença online num verdadeiro trampolim de salto em direção ao sucesso?

Vamos começar!

Antes de começar com as estratégias propriamente ditas, vamos tentar esclarecer o contexto no qual nos encontramos.

Afinal o que são e para que servem as plataformas digitais?

Todos nós sabemos o que é o Instagram, Facebook, YouTube, Spotify, sites e blogs online,…

Mas há uma coisa extremamente importante da qual devemos ter consciência: todas estas plataformas, independentemente do seu formato de conteúdo, são oportunidades que temos para trabalhar a construção da nossa marca ou marca pessoal (personal brand).

 

Portanto, as plataformas digitais servem para desenvolver um branding.

Mas neste momento deves estar a pensar:

Certo. Mas o que é isto do branding?

Vou dar-te um exemplo prático.

Ilustração de estratégias de branding e redes sociais para arquitetos.

Quando conhecemos alguém pela primeira vez, formulamos logo uma primeira ideia de como esta pessoa é, certo?

No mundo digital acontece o mesmo.

Quando entramos em contacto com um conteúdo de um determinado atelier ou arquiteto começamos a formatar uma ideia de quem é e do que faz. A partir deste momento, esta pessoa ou empresa começa a entrar na nossa mente e a dar-nos a sensação de que a conhecemos.

Em marketing a isto chama-se criar um posicionamento.

Mas vamos começar pelo início…

 

Personal Brand

 

Como se costuma dizer em marketing, a tua marca tem de ser capaz de “polarizar”, isto é, não podemos procurar ser para todos!

Procurar agradar a gregos e a troianos é um dos principais erros que não nos permite ter um posicionamento correto uma vez que não permite ter uma marca pessoal (personal brand) bem definida e que guia toda a nossa comunicação.

Vou dar-te outro exemplo…

Provavelmente o teu atelier dedica-se mais a projetos residenciais ou comerciais, e mais importante ainda, deve ter uma visão sobre a arquitetura específica e que vos distingue.

Por exemplo, procuras sempre uma síntese das formas, ou se calhar, o modo como a luz modela o espaço é um elemento de vital importância no teu processo criativo…

Estes são os elementos que contribuem para definir a tua identidade dentro do mercado e que deves utilizar para que o cliente te escolha!

Mas se estás a ler isto, provavelmente só tu e os teus colaboradores têm consciência disto…para o público em geral resultas ser só mais um atelier de arquitetura.

Se pensares bem, dentro de um mercado tão amplo, é a tua identidade que te torna único e com a qual te podes realmente destacar do resto.

E sabes porquê? Este aspeto não pode ser copiado por ninguém 🙂

Estes são os aspetos que devemos analisar antes de tudo e que darão origem ao teu brand ou personal brand e, consequentemente, a um posicionamento específico dentro do mercado.

Presta atenção!

 

Converter através do posicionamento

 

Após esta primeira etapa de definição da identidade da tua marca, segue-se uma etapa fundamental para qualquer negócio de sucesso: delinear um posicionamento claro e específico.

Definir o posicionamento é um trabalho que requer algum tempo pois é o resultado de todo um processo que passa pela análise do mercado, benchmarking e a definição de um sistema de valores do público e da própria marca.

Pode ser definido como a resposta específica que uma determinada marca dá dentro de um mercado:

– Quem és?

– O que fazes?

– Porque é que as pessoas deveriam seguir-te?

Diagrama desenhado num caderno sobre a Unique Selling Proposition: Quem sou, O que faço e Porque devem seguir-me.

 Esta etapa é fundamental pois será a base de toda a comunicação da marca, e que, portanto, segue uma narrativa pensada com base na identidade e posicionamento da mesma no mercado.

Exemplo…

Apesar de eu trabalhar com marketing digital, e, portanto, fazer parte deste mercado gigantesco, eu posiciono-me como uma figura profissional que se dedica ao branding e marketing para arquitetos e ateliers. É este aspeto específico que me distingue dentro deste mercado competitivo e que resulta da minha história, personalidade e percurso de vida.

Há uma diferença enorme entre dizer que se é um atelier de arquitetura e dizer que se é um atelier de arquitetura que promove a construção com materiais locais.

Entendes?

Esta diferença começa desde já quando se abre um perfil do Instagram e se lê a bio.

Este é um espaço específico das redes sociais muito importante e que faz a diferença entre alguém visualizar e deixar o perfil ou visualizar e tomar a decisão de seguir o mesmo. Deves compreender que no final do mês ou de um ano, o grau de conversão de visitantes (leeds) através das plataformas digitais também irá ter um certo peso no cálculo das vendas de projetos ou serviços…

Quando maior for a capacidade de converter os visitantes das plataformas digitais, maiores oportunidades haverá de fidelizar os clientes e maior será a probabilidade de comprarem um teu produto ou serviço em relação a um teu concorrente.

Vamos prosseguir!

 

Fidelizar através do valor

 

Hoje em dia somos levados a acreditar que o que conta para ter sucesso são o número de seguidores ou fazer o maior número de publicações. Se calhar isto é verdade se procuras fama e colaborações com outras marcas, no entanto, não é o que realmente conta para ter um negócio de sucesso.

Fazer conteúdos bonitos, informativos, mas sem uma narrativa por trás, atualmente já não é suficiente, muito menos agora que a inteligência artificial consegue produzir conteúdos dez vez mais bonitos e completos do que alguma vez pensámos fosse possível.

Então o que é que atualmente resulta para obter visibilidade e fidelizar os clientes?

A narrativa e a identidade.

As pessoas hoje em dia se procuram uma informação perguntam diretamente ao ChatGPT. Passamos o dia a ver fotos e vídeos lindíssimos, tanto que o que nos surpreende e faz parar é o feio ou diferente (porque é algo que não estamos habituados a ver).

As pessoas já estão fartas de fotos sempre iguais e de guias práticos impessoais: hoje o que funciona é a narrativa por trás do conteúdo, o ponto de vista pessoal sobre determinado tema ou assunto.

Já não é suficiente partilhar fotos de renders lindíssimos com uma legenda vazia ou meramente descritiva…

O público procura conteúdo de valor partindo de um ponto de vista específico e pessoal. É fundamental criar conteúdos que transmitem valor e empatia para fidelizar o cliente.

Agora vamos falar de um tópico essencial…

 

Poucas páginas são mais importantes que a página About do teu site  

Ilustração de uma equipa em frente a uma página web 'Sobre Nós', representando a importância da página sobre para o branding de um atelier de arquitetura.


Chega aquele momento da vida em que crias um site e a página About já ali está no template. Pronta automaticamente, à espera de ser preenchida.

Já li várias páginas About de arquitetos e ateliers e muitas vezes aparecem apenas duas ou três linhas com os próprios dados ou uma síntese do curriculum vitae.

 Esta página é a mais importante que há para o teu negócio!

Não todos vão lê-la, mas posso afirmar que 99% das pessoas que compraram algo teu leram a tua página About.

A About Page é a página de venda mais eficaz do teu site, especialmente se escreves sobre o teu Personal Branding.

Tem o objetivo de apresentar a tua história pessoal e profissional com a grande vantagem que podes contar a história do teu ponto de vista!

Tem a grande capacidade de estabelecer relação e empatia com quem a lê, aproximando o leitor ao teu lado humano.

É por isso que eu acredito que vale a pena investir tempo e recursos aqui.

Uma About Page de qualidade tem de deixar, a quem lê, a sensação de te conhecer intimamente.


Para terminar: o que é a Unique Selling Proposition?

 

 A Unique Selling Proposition relaciona-se com o Personal Brand e é uma frase com o intuito de tornar imediatamente claro ao utente qual é a tua missão e posicionamento.

Quem és. O que fazes. Porque é que as pessoas deveriam seguir-te.

Algum tempo atrás dediquei-me a fazer uma review de vários sites de arquitetura.

Devo dizer que muitos deles estavam bastante bem construídos, mas 90% deles apresentavam um erro comum.

A sua USP (Unique Selling Proposition) não estava presente.

Hoje em dia, sabendo que um utente não gasta mais de 3 segundos na formulação de uma opinião sobre um site, é extremamente importante evidenciar a própria USP.

No meu caso, a minha USP é a primeira coisa que alguém vê quando entra no meu site.

Encontra-se logo na Home Page e mostra logo ao utente quem sou, o que faço e porque é que deveria seguir-me.

“A Arquiteta da tua Marca – Branding e Marketing para Arquitetos e Ateliers”

Esta frase sintética acompanhada por uma minha fotografia é muito potente pelo simples facto de permitir ao público identificar imediatamente do que é que se trata e quem está por trás da marca.

Este aspeto da imagem associada a um conceito é muito importante porque faz com se crie uma empatia instantânea com o leitor que estimula a formulação de uma ideia sobre a marca mais duradoura e impactante.


Como formular a USP?

 

A USP é uma frase que deve contar quem somos e o que fazemos da maneira mais simples possível, isto é, utilizando apenas as palavras estritamente necessárias.

Muitas vezes, a USP complementa-se com o nome da marca para conseguir responder aos três requisitos dos quais já falamos: quem somos, o que fazemos e porque é que as pessoas deveriam seguir-nos.

Dois exemplos rápidos…

Nike – Just do It

Apple – Think Different

Quando pensamos na Apple, por exemplo, para além de vir imediatamente à cabeça o seu logo da maçã, também recordamos um conjunto de aspetos que associamos à sua identidade: design minimalista, forte componente estética, etc.

É precisamente devido a esta combo entre o nome da marca e a USP, que depois também se reflete no modo em como desenvolve toda a sua imagem, comunicação e produtos, que a marca criou um forte posicionamento ao longo dos anos.

E claro, quanto mais simples for, mais fica no ouvido e mais facilmente será recordada!

Ok, mas eu não sou uma marca como a Apple, sou apenas um arquiteto…

Se estiveres a questionar isto, aproveito para dizer que apesar das marcas terem naturezas diferentes, ter um posicionamento bem definido dentro do mercado ao qual pertencemos hoje em dia é essencial!

E tens a grande vantagem que atualmente ainda é algo do qual se fala pouco na área da arquitetura e que, portanto, se aplicares, trará enormes benefícios ao teu negócio.

E com isto por hoje é tudo! 🙂

Um abraço,

Debora